domingo, 14 de abril de 2013

ATÉ QUANDO?




"Tudo tem o seu tempo determinado, 
e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" Ec 03:01


Dias atrás compartilhei um sonho meu com aqueles me acompanham pelas redes sociais: “Ser liberto da escravidão que o relógio nos impõe”.
E é lógico que a esse relógio é dado o sentido de tempo, afinal todos nós estamos fadados a viver sob a condução do tempo. Jesus nos diz no Evangelho de Lucas, no versículo 25 a respeito da nossa incapacidade em controlar os nossos dias, em enganar o tempo, em acrescentar sequer um dia a mais na nossa vida.
Assim frente a essa completa submissão ao “chronos”, a palavra de Deus vem nos dizer que há tempo pra todas as coisas que acontecem debaixo do sol. (Ec Cap. 3).
E na tentativa de aceitar o que o Sábio Salomão disse, vivendo cada dia como se fosse único, cuidando do mal que existe em cada um deles, vencendo cada momento de duvida que surge, é inevitável se ver cercado e surpreendido pela expectativa do amanhã, sentimento esse que gera aflição e medo.
Mas o que me conforta é que na sabedoria das linhas de Eclesiastes é revelado que se não houver o hoje, não haverá o amanha!
Aquele que não chega ao mundo, que não se empresta da vida, não morre;
Aquele que não se entristece não é capaz de diferenciar o prazer que existe no momento da alegria;
Aquele que não semeia nunca poderá dizer que colheu;
Aquele que nunca chorou não saberá quando a melodia da música é boa para se dançar;
Aquele que não se cala desperdiça palavras e não já tem o que dizer;
Aquele que não passa pela luta da guerra não sabe reconhecer o gosto de um momento de paz!
Desse modo, sigo minha caminhada certo de que as perguntas que tenho feito hoje encontrarão suas respostas amanha, é tudo questão de tempo!
E que esse mesmo tempo que nos torna cativos venha a ser a manifestação da nossa liberdade quando olharmos pra trás e dizermos: Obrigado Senhor, valeu a pena!



Idamar.
Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Para onde tenho olhado?




Tenho me questionado, o por quê ando desanimado?

Ainda que sem resposta, a caminhada segue a vida não para, é preciso realiza-la, fazê-la acontecer, segundo o que me ensinaram e acredito ser.

Diante de um texto em uma revista cristã, o autor diz que: Primeiro é necessário olhar para cima e depois para baixo. Primeiro para Deus e depois para a fome, a doença, ao pecador, a dor, a hipocrisia, a omissão, a ganância, a pobreza e etc.
Olhando para cima eu mato minha sede, mato minha fome. Olhando para baixo mato a necessidade alheia.

Pensei, por que estou desanimado? Para onde tenho olhado? 
Cheguei à conclusão de que nem para cima nem para baixo, estou olhando para o lado, e me encontro em um lugar rodeado de espelhos onde só existem muitos reflexos do que estou passando, do que estou sentindo e onde estou me acomodando.

“Olhar só para cima é egoísmo, olhar só para baixo é suicídio.”

Decido então olhar para cima e depois para baixo, novamente para cima. Para Deus e para o necessitado.

E você está olhando para cima, para baixo? Ou está adoecendo com a cabeça para o lado?


Thiago Cantanti

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Linha Tênue



     Vemos as pessoas desanimando, parando, se acomodando na sua caminhada cristã. É muito comum ouvirmos delas "eu não consigo", "não tenho forças", "já tentei" e assim prosseguem no marasmo de sempre, vivendo e experimentando a mediocridade.

     Tenho pensado muito a respeito disso nos últimos dias, especialmente hoje. E me atentei que existe algo muito próximo das frases que citei acima sobre não conseguir mudar. O que existe na verdade, infelizmente, é a pessoa não querer a mudança de fato, não querer se esforçar para que ela e sua situação tenham transformação. 

      Há uma linha tênue entre o "eu não consigo" e o "eu não quero". Quando realmente queremos algo somente uma coisa pode nos parar: nós mesmos.

      Existem coisas que Deus não vai fazer por você!

     Faça aquilo que está a seu alcance e Deus se encarregará de fazer aquilo que cabe a Ele.



Incomodado,
Rodrigo.



sábado, 19 de janeiro de 2013

Geração que faz a Diferença



Geração que faz a diferença, geração que dança, geração do avivamento? Onde está essa geração? Esta é a geração dos shows gospel, geração do facebook, geração do entretenimento, geração virtual. E muitas vezes me incluo nisso, infelizmente.

Estevão sim era parte de uma geração que fazia a diferença, da geração do avivamento, da geração que “dançava” para sobreviver em meio as perseguições. Enquanto a preocupação dos jovens hoje é a satisfação própria, enquanto os líderes tem que se virar para proporcionar os melhores, cultos e eventos, para não magoar ou dizer não a essa geração mimada, a uma geração fraca, sem estrutura, sem embasamento bíblico, sem raiz, a geração de Estevão não sabia o que era templo, culto, dança. O evento deles era a luta diária pela sobrevivência, era a única missão de vida que eles tinham que era fazer o reino de Deus conhecido, de levar Cristo aos perdidos, aos cegos, mas como levariam se não fosse através de suas mãos, pés e lábios?

Quem sabe se no Brasil houvesse perseguição às coisas seriam diferentes e haveria uma geração que fizesse a diferença de fato. Uma geração que chora e se levanta, não contra sua liderança, contra seus irmãos, mas contra a injustiça, contra a pobreza, contra a violência.

Oro para que uma geração seja levantada fora das quatro paredes das igrejas, uma geração que se alimenta e se abastece da Palavra e da Presença de Deus. Oro para que se levante uma geração que esteja mais preocupada com sua missão e chamado do que com seu umbigo e vontades mesquinhas. Oro para que eu faça parte de uma geração que saia do mundo virtual e leve Cristo para o mundo real.

Que se levantem os Estevãos desse tempo.


Incomodado, hoje mais do que nunca,
Rodrigo.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PRIORIDADES!!!




Fixe seus olhos na foto acima e pense nela alguns segundos...

Dias atrás lí um artigo na Revista Ultimato (Set/Out 2012) que abordava a maneira como muitas pessoas tem tratado os animais, principalmente animais de estimação como cães e gatos, frente o modo como essas mesmas pessoas tratam seus semelhantes, os seres humanos.
O texto veio de encontro com algo que eu já há tempos vinha pensando – O ser humano vem trocando suas prioridades de uma maneira ilógica e irracional.
Num site de relacionamento, a pessoa postou uma foto que ilustrava uma menina de aparentemente uns 12 anos de idade segurando pela(s) coleira(s) vários cães da raça Pitbull, e logo abaixo a seguinte frase: A ignorância das pessoas é muito mais perigosa do que meus cães! Fiquei indignado com o extremismo das palavras e comentei que considerava difícil uma pessoa que já tivesse sido atacada por um animal daquele, algumas até tendo o rosto completamente dilacerado, concordar com aquilo. Pro meu espanto, meu comentário foi duramente repreendido por inúmeras pessoas, uma delas inclusive replicou que se fosse assim, ele deveria matar todos os humanos pelo fato de um deles ter sacrificado seu cachorro Pitbull.
Matar todos os humanos!!! Em momento algum eu disse que aqueles animais deveriam ser sacrificados, ou coisa parecida, só levantei uma questão, um outro ponto de vista. Porém a atitude da pessoa que me respondeu reflete a intolerância do ser humano para com o próprio ser humano e o exagerado cuidado e zelo com os animais.
A foto acima funciona como uma espécie de teste, um teste simples, mas que pode traduzir o que a autora do texto da Revista Ultimato quis dizer, e baseado nela eu lanço a pergunta: O que você enxerga quando olha pra essa foto!!??
É claro que uma dezena de coisas provavelmente influenciaria a sua leitura, mas a minha intenção é realmente a de chocar, é bater de frente, é chamar a atenção para qual seria a sua prioridade hoje, principalmente como cristão, como filho de Deus...!!!
È evidente que em momento algum defendo a violência e o mau trato aos animais, qualquer que seja, mas como cristão que tenta na medida do possível cumprir as ordenanças do seu Senhor, eu devo sempre priorizar a vida do meu próximo, daquele que como eu, foi feito à imagem e semelhança do Deus criador. Tenho comigo que é algo que não se pode escolher, é algo que nem se cogita, entre uma vida humana e a de um animal, que prevaleça na sua integralidade, a vida humana.
Devemos conviver em harmonia com todos os seres, pois é fato que todos foram feitos pelo mesmo Deus, e justamente por esse motivo, não temos o direito de cometer violência gratuita para com os animais, mas o que tenho visto é um desequilíbrio total nas prioridades humanas, quanto a importância de um e de outro no quadro geral.
É estranho demais esse ódio tão degradante entre os da mesma raça, essa indiferença que é praticada cada vez com mais freqüência.
Uma cena que presenciei descreve com clareza o que estou tentando dizer – Uma mulher bonita, aparentemente rica, num veiculo desses “ultima geração” parada no semáforo lado a lado com o meu carro. Junto dela, no banco do passageiro, um cachorro também lindo, com o pelo branco escovado, sem dúvida nenhuma de alto pedigree. Nisso observei que uma criança, aparentando uns 10 anos de idade no máximo, toda maltrapilho, se aproximou da janela do seu carro e pediu a ela misericordiosamente que comprasse algumas balas e doces para ajudá-la. A cena a seguir foi demais perturbadora para mim. A mulher com enorme desdém gritou com a criança dizendo que não queria doce algum e em seguida fechou os vidros do carro no rosto daquele pequenino. O resumo daquilo na minha cabeça foi: Com certeza aquele cachorro se alimentava da melhor ração, era tratado pelos melhores veterinários, tomava banhos perfumados todo dia e tinha talco espalhado sobre o seu pelo, tinha carinho, amor e muito mais... No entanto aquela criatura (a mulher) não foi capaz de dispensar um só minuto de atenção para aquela criança... Penso que não são mais necessários comentários a respeito do episódio...
É claro que de maneira alguma estou condenando ou colocando todas as pessoas que criam animais de estimação, num mesmo saco, como genocidas e lunáticas, mas atitudes como a dessa mulher estão se tornando cada vez mais comuns e isso, com certeza, é muito preocupante.
O homem e a mulher têm se mergulhado cada vez mais num mundo virtual, tem perdido laços de amizade, tornando a cada dia os relacionamentos mais e mais superficiais, e com isso o amor ao próximo vem se extinguindo ao ponto de acontecer essa completa inversão de valores. E a igreja, na sua maioria, que deveria procurar fortalecer esses laços, exaltando o amor entre irmãos, solidariedade; perde seu tempo com celebrações cada vez mais egocêntricas, individualistas, consumistas, ensinando o povo de Deus a olhar apenas pro seu próprio umbigo.
Eu olho pra foto no início do texto e vislumbro a esperança de um mundo sem desigualdade, onde o Criador e a sua criatura possam conviver em harmonia um com o outro e com toda a criação.

Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo.
Idamar.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

EU x OUTROS



Meditava a respeito do Cristianismo, na mensagem deixada pelo Senhor Jesus, nada de regras ou leis, mas princípios e valores do Seu Reino. Alguém que abriu mão da sua própria vida para que outros pudessem viver; alguém que disse não para o próprio ego para que outros pudessem ser confortados; alguém que deixou o exemplo para que O seguíssemos...

Tenho me perguntado algo há algum tempo e hoje esse questionamento veio à mente novamente: qual meu papel nesse contexto?

O Cristianismo pregado e vivido pelos “seguidores” de Jesus, pelos “cristãos”, evangélicos, principalmente, é apenas o da satisfação do ego, onde tudo coopera para que estas pessoas permaneçam bem acomodadas e satisfeitas.

E a vida de Jesus, seu exemplo, seu testemunho, suas palavras; e o amai-vos uns aos outros como eu vos amei; e a compaixão; o amor; a renúncia; o abraço; o chorar com os que choram; onde ficam?

Sinceramente não sei o que Ele pensa disso tudo, só sei que preciso descobrir meu papel nessa história e não me conformar sendo mais um desses.

Incomodado,
Rodrigo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Eu creio!



Curas, milagres, maravilhas, pessoas ressuscitando, por onde ele passava o alvoroço era certo, mas se tem algo que me chama atenção era o modo peculiar que ele tocava as feridas da alma de determinadas pessoas. Confronto, reconhecimento da situação seguido de confissão e assim vidas iam sendo tocadas e transformadas.
Tenho pensado muito sobre isso, pois Jesus continua vivo, continua tocando vidas, continua revelando as dores, trazendo a tona as feridas ainda não tratadas. No entanto, percebo que lhe faltam instrumentos pra isso.

Certo dia ele pergunta a um dos seus amigos:
Você me ama?
– Sim, te amo.
Você me ama mesmo?
– Claro que te amo. E pela terceira vez, a mesma pergunta.
– Você me ama mesmo?
– Poxa, claro que te amo.
– Hum, me ama, então vai, cuida das minhas ovelhas.

Parece uma conversa tão simples, não é mesmo, mas foi e é tão séria. Se entendêssemos o teor deste diálogo e o quanto significa.
Vidas estão necessitando do toque de Jesus, mas quem está disposto a ser este instrumento? A verdade é que a partir do momento que, como um canal, tocamos a vida de alguém e conhecemos o desconhecido, que o escondido nos é revelado, acabamos nos comprometendo com aquela pessoa. E surgem alguns pensamentos do tipo:
“Agora eu sei quem ela é”.
“Eu sei o que ela fez”.
“Eu sei o que ela faz”.
“Agora ela vai me procurar”.
“Vou ter que ajudar”.

Pensamentos deste tipo que nos afastam de querer qualquer envolvimento com a pessoa, com seu problema e obviamente de nos comprometer com o tratamento dela.

Não acredito num evangelismo confessional:
·         onde folhetos são distribuídos, sem qualquer envolvimento pessoal;
·         onde a boca transmite palavras que atingem apenas o intelecto;
·         onde um “Deus te abençoe”, exime de qualquer compromisso;
·         onde alguém aceita a Jesus e a pessoa pode caminhar sozinha.

Acredito num evangelismo relacional:
·         onde a boca comunica vida;
·         onde as mãos se entrelaçam;
·         onde os braços rodeiam outros ombros;
·         onde Jesus é transmitido em atos de amor;
·         onde a vida é transmitida através de uma outra vida;
·         onde alguém caminha com outro alguém;
·         onde a ferida é tradada, não instantaneamente, mas o tempo suficiente para a cura ser verdadeira;
·         onde as máscaras são tiradas, mas nem por isso as pessoas deixam de ser amadas;
·         onde a graça de Cristo é revelada;
·         onde o caráter de Jesus seja moldado;
·         onde vidas sejam transformadas a ponto de levarem outros a viverem a mesma experiência.

Parece utópico, mas como diz o meu pastor:  – Se você não crê, não tem problema, deixa eu crer sozinho.

Parece que a voz de Jesus continua ecoando:
Você me ama? Então cuida das minhas ovelhas.

Sem mais,
Rodrigo.