segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O DEUS QUE LIBERTA O SEU POVO - ENSAIO À LUZ DE JOSÉ COMBLIN






“O vento sopra onde quer...” (Jo 3:8).
 

Sem o compromisso de uma análise exegética aprofundada, as palavras de Jesus no texto do evangelista João traduzem a liberdade que há no agir e no manifestar do Espírito Santo. Uma liberdade tão sonhada e tão desejada, algumas vezes consciente ou inconsciente, mas real na vida de todas as pessoas, independente do credo ou da religião.
Todos anseiam por liberdade! E algumas pessoas parecem ter recebido da parte do próprio Deus a capacidade de dar significado a essa palavra.
José Comblin foi uma dessas pessoas, cuja vida de dedicação ao Reino de Deus era pautada na ânsia de fazer do Evangelho um instrumento transformador de realidades. Algo que fosse muito além dos simples discursos e homilias, mas que ganhava vida através das pessoas que eram apresentadas a Ele. Dessa forma a liberdade tão pregada pelo Evangelho e tão buscada pelo homem e pela mulher ganhava sentidos, forma e corpo.
José Comblin, ou simplesmente Padre José para as pessoas que o conheciam, nasceu em Bruxelas, na Bélgica no ano de 1923, fora ordenado sacerdote católico em 1947 e graduado como doutor em Teologia pela Universidade Católica de Louvain, na Bélgica.
Foi conquistado pela América Latina desde muito cedo, onde a partir de 1958 começou a dedicar sua vida como clérigo e também como professor e discipulador. Atuou em países como o Chile e o Equador, mas foi no Brasil que viveu boa parte dos seus dias até a chegada da sua morte em 27 de Março de 2011, aos 88 anos.
Com os olhos sempre voltados à desigualdade social que imperava e ainda impera nesses países, e com um censo crítico graduado contra a estrutura eclesiástica existente, Comblin foi um dos maiores expoentes do cenário da Teologia da Libertação, tendo uma preocupação enfática e prática com a vida e a realidade dos menos abastados.
Neles Comblin enxergava a ação e a necessidade da verdadeira libertação proposta pelo Evangelho de Cristo. Para ele os pobres constituíam a verdadeira igreja de Deus e através deles se manifestava a vocação libertadora do Espírito Santo.
A liberdade teria, na visão de Comblin, papel fundamental na vida da igreja através do Espírito Santo. Ele fora duramente um crítico do sistema religioso na qual a igreja tinha se transformado. A igreja como instituição havia virado as costas para a ação do Espírito Santo no papel de força motriz da máquina da redenção.
Seu chamado era o de um evangelho prático, assim como Jesus havia deixado claro que enviaria seu Espírito à igreja para junto com ela, instituir seu Reino, a vocação de Comblin se traduzia numa teologia construída no dia a dia, na vida das pessoas, na caminhada.
Essa intimidade na qual ele coloca a pessoa do Espírito Santo com o seu povo nos revela uma maneira inovadora de olhar que nos ajuda a perceber e compreender essa relação, uma relação que nos tira da inércia, que nos coloca em ação. É a essa capacidade de se libertar, de se libertar muitas vezes de sí mesmo que Comblin atribui uma experiência viva, real e íntima com o Espírito Santo.
Recentemente tivemos no nosso país um acontecimento único e digno de retratar as idéias de Comblin a respeito da ação transformadora do Espírito. O povo no Brasil não vivia uma realidade como essa há tempos. Uma geração inteira viveu no silêncio da repressão, da exploração, da desigualdade social, das roubalheiras políticas. Todas essas coisas acontecendo, o mal instituído no sistema, reinando e brincando com a cara do povo numa cômoda impunidade; e a igreja, o povo de Deus que deveriam ser os atalaias denunciando tanta injustiça, segue vivendo trancados dentro de seus templos uma espiritualidade surreal e mística.
Comblin retrata bem isso, não foi de dentro das igrejas que surgiram os primeiros gritos, não foi através de nenhum eloqüente sermão que se iniciaram as manifestações, mas foi de um povo cansado de ser explorado que se uniu e descobriu a força que possuem quando agem juntos. E se Deus é o senhor de todas as coisas, podemos afirmar que o Seu Espírito move essa nação rumo à liberdade.
Cabe a igreja acordar e aproveitar essa iniciativa dada pelo Espírito de Deus e agir levando seu povo a clamar por justiça, a se libertar... Infelizmente não tenho visto isso acontecer, pelo menos não até o momento em que escrevia esse texto.
Porém o pensamento de Comblin também nos ensina que não se detêm a ação do Espírito. Por mais inerte que a igreja possa estar, ainda assim com certeza ela será usada para trazer grandes testemunhos, vem sendo assim durante toda a sua historia, querendo Deus, as pedras clamam!!
Em um dos seus livros Comblin ressalta que as palavras de Jesus iluminadas pelo Espírito despertam nas pessoas sentimentos e movimentos muitas vezes escondidos, pouco espetaculares na verdade, mas numa mistura de força e fraqueza que fazem a igreja mover-se.
Percebo isso em mim mesmo e na maioria dos colegas de caminhada com quem converso. É como se nossos pensamentos e expectativas fossem, de certo modo, todas regidas pelo mesmo maestro, numa sinfonia tocada muitas vezes em tons diferentes, mas com a mesma melodia. Ainda que cada um, com as suas limitações e medos, não corresponda ao desejo de conquistas espetaculares que nossos lideres anseiam, temos dia após dia deixado que esse Espírito realize através de nós pequenas e simples amostras de libertação.
O vento sopra onde quer, e sopra como e da maneira que Ele quer. Nas palavras de Comblin, muito mais do que manifestações carismáticas reduzidas a experiências sensitivas, mas ativo e atuante em toda a história, fazendo história, mudando a história.
E no seu mover traz consigo liberdade, uma liberdade que talvez estejamos tendo a oportunidade de vislumbrar ainda no nosso tempo.


Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo.
Idamar.


Baseado no livro: O Espírito Santo e a Libertação - O Deus que Liberta seu Povo, José Comblin, 1988.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Perfeitos demais

Conceitos, quantos são os que nos deparamos todos os dias. Definições, afirmações, conclusões, ações e tantos ões. Um destes conceitos diz que os animais são seres irracionais enquanto que nós seres humanos os racionais, mas diante de algumas atitudes fico me perguntando: quem é o ser racional?  

É impressionante como nos dispomos quando algo é do nosso interesse e de certa forma nos traz alguma vantagem ou satisfação, desde que esteja de acordo com nossa vontade, claro. Ouvimos, lemos e até sabemos o que é ser um cristão, mas as palavras que saem dos nossos lábios e os atos parecem condizer com qualquer pessoa, menos com Cristo. Somos prontos para reconhecer o erro alheio, mas tardios em olhar para dentro de nós e enxergar como temos tratado o próximo. Rápidos em apontar e acusar, no entanto como é difícil estender a mão e dizer: eu te ajudo. Nos fechamos dentro do conforto dos que pensam como nós, excluindo os diferentes. Exaltamos os defeitos virando os olhos para as qualidades. 

Lamentavelmente a igreja é o único "lugar" em que o corpo rejeita os próprios membros e as consequências podem ser comparadas ao nosso corpo. Um membro machucado faz com que todo o corpo adoeça, um órgão que deixa de funcionar pode levar o organismo todo a falência e consequentemente à morte. 

Talvez seja por isso que existem tantos mortos-vivos e irracionais por ae. 

Cristianismo não existe sem Cristo!


Incomodado Rodrigo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

IR E ENVIAR - SIM BRASIL 2013





Pelo segundo ano consecutivo estive no Congresso de Missões da SIM Brasil, que aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de Maio. Estavam lá comigo meus companheiros de caminhada e parceiros aqui do Blog, Rodrigo, Thiago e muitos outros irmãos.
E como não podia deixar de ser, foi mais uma vez uma experiência incentivadora e desafiadora.
Incentivadora porque desperta aqueles corações que amam a obra, mas que muitas vezes estão mergulhados no comodismo religioso e desafiadora pois instiga aqueles que acham que já fazem demais em prol do Evangelho.
Histórias como a do casal de missionários Hans e Úrsula Fuchs são exemplos que enchem os nossos olhos e nossa alma de contemplação do quanto Deus é grandioso e capaz de fazer coisas tremendas com a vida de uma pessoa quando ela decide ouvir e obedecer a seu chamado. Ou ainda através das palavras do diretor da SIM na Austrália Omar Djoeandy que nos chama a atenção pra importância tanto daquele que é enviado como o que envia!
E esse ano muito se falou no “ir e enviar”; a importância que existe numa boa equipe de retaguarda, dando todo o tipo de suporte ao que está no campo.
Daí o pensamento que se extrai é que todos nós, convertidos em Cristo Jesus e obedientes a sua vontade, somos missionários. Nossa missão é pregar o evangelho, direta ou indiretamente, assim todos nos tornamos missionários.
Bem observado pelo broder Rodrigo, e indo de encontro com o que disse a convidada da SIM-Austrália, Ângela Ngian, muitas vezes ficamos esperando o Senhor aparecer numa sarça ardente, nos convocando ao trabalho missionário, como se esse trabalho já não tivesse sido anunciado por Jesus através da sua “Grande Comissão” – ir e fazer discípulos (MT 28:18).
Espiritualizamos demais quando deveríamos ser racionais, somos racionais demais quando dependemos do Espírito!!
E foi nesse encontro também que fomos convidados a olhar de modo diferente as escrituras e enxergar coisas novas de uma maneira que só a palavra de Deus, tem o poder de revelar.
Quando pensamos na grande comissão, na maioria das vezes nos concentramos no “Ide” e a partir dele construímos uma série de objeções, levantamos obstáculos, como se absolutamente tudo dependesse apenas de nós...
Mas a palavra de Deus é clara quando vemos o que disse Jesus: “...Todo o poder Me foi dado no céu e na terra”.
Toda a autoridade é dada a Ele em TODO o céu e em TODA a terra!! Então não se trata simplesmente de ir, de exercer sua obrigação missionária, mas de ir como representante daquele que comanda toda a criação, até os confins da terra!!
E não só somos seus representantes, como também não estamos sozinhos nessa empreitada, pois Ele disse: “... E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”
Esse é o “Ide”, pregar o Evangelho em nome Dele, sob a direção Dele e na companhia Dele! Que revelação tremenda!!
Somos seus instrumentos, indo ou enviando, como um corpo coeso e consciente do seu papel, seja do outro lado do mundo ou aqui mesmo onde estamos, servindo nessa grande MISSÃO!!!

Por Cristo, com Cristo e em Cristo;
José Idamar Evangelista.




Confira Também: SIM BRASIL 2012

Ou assista às palestras direto do site da SIM Brasil: Palestras SIM 2013.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

RESILIENCIA - UMA QUALIDADE FUNDAMENTAL NA VIDA CRISTA


Mais uma postagem que compartilhamos, dessa vez do nosso irmao Robson Santos, a respeito da capacidade de perseverar nos nossos sonhos frente as vicissitudes da vida...




Rm. 12:12 "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, 
perseverai na oração".



Resiliência: Uma qualidade fundamental na vida cristã

A palavra resiliência é um termo da física que denota a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido uma grande pressão. Também podemos aplicar este conceito a um indivíduo que consegue manter sua integridade em face de uma mudança radical nas circunstâncias a sua volta.

Ser resiliente é uma qualidade fundamental na vida de qualquer cristão. Os conflitos, as dificuldades, são fatores inerentes ao cristianismo. Somos constantemente colocados frente a situações de conflitos. Sejam eles emocionais, físicos ou espirituais. Isto é um processo natural da vida, aliás, Jesus já nos havia alertado quando a isto: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo. 16:33b).

Quem de nós nunca passou por uma situação de perda de emprego, doença na família, a morte de alguém próximo, a falência nos negócios, conflitos conjugais, decepção com um amigo, entre outros. São situações que lamentavelmente nos atinge e requer uma resistência frente a estes desafios.

Portanto ser resiliente não é estar a margens destes conflitos, e sim, uma qualidade que possuímos em Deus para nos manter firmes em tempo de aflições. Talvez muitos já tenham desistido de algo por achar que não conseguiriam resistir. Um autor anônimo descreveu bem essa situação: “Como cada um de nós, às vezes, aprende, e muitos fracassos ocorrem, quando se poderia ter vencido se tivesse resistido. O sucesso é apenas o fracasso virado ao avesso, a tinta preta das nuvens da dúvida. [...] Portanto, aferre-se à luta quando receber o golpe mais duro. Quando as coisas parecerem piores é que você não deve, em hipótese alguma, desistir”.

Ser resiliente é ter a capacidade de ultrapassar limites, tirando de dentro de si forças para superar alto grau de dificuldade.


                                                                                         Robson Santos
                                                                                 09 de Maio de 2013.
                                                 http://www.facebook.com/robson.santos.961

quarta-feira, 8 de maio de 2013

CHORANDO COM OS QUE CHORAM!


O texto abaixo é uma contribuição do nosso irmao na fé Cezar Flora. Um olhar sobre a solidariedade e o sofrimento humano à luz de Romanos 12:15!





Por diversas vezes já ouvi a seguinte frase: "entendo o que você está sentindo". Quando ouvimos ou proferimos esta frase de solidariedade com o outro confundimos "entender" com "sentir". Quando se trata de sofrimento, sempre me pergunto: "o que do sofrimento pode ser compartilhado?".

O "sentir" do sofrimento é in-compartilhável! Aí você pode me perguntar: E quando lemos que devemos chorar com os que choram? Bem, chorar com os que choram não é sentir a dor do outro, mas sofrer ao ver o sofrer do outro. Pois no fundo, o sofrer com o sofrimento do outro não é sentir o que o outro sente.

O "sentir" do outro para nós é sempre "virtual", é sempre um sentir "imaginado". É simplesmente uma tentativa de se colocar na mesma situação e imaginar o que o outro sente. No máximo o que podemos fazer é "compreender" o "sentir" do outro; o que gerará em nós um "sentir". No entanto, por mais que já tenhamos enfrentado situações parecidas, o sentir do outro é sempre um sentir solitário. - O sofrer de duas pessoas sob a mesma situação é diferente!

Devemos chorar com os que choram, mas nunca nos esquecer que o nosso sofrer com o sofrer do outro não é a mesma coisa que sentir a mesma coisa que o outro sente. A solidariedade nos dá força para superar, mas solidariedade nunca é sentir o sofrer o outro, mas somente sofrer "com" o sofrer do outro.



De alguém que tem aprendido o valor de chorar com quem chora no processo de superação,
Cezar Flora
http://www.facebook.com/cezar.flora

terça-feira, 30 de abril de 2013

Amor, uma vida que se doa!






Como amar alguém a quem não vemos se não amamos a quem vemos?
1 João 4:11-21

Esta é a pergunta que o apóstolo João nos faz na sua primeira carta. Deus enviou seu Filho Unigênito ao mundo para que pudéssemos viver. Ele nos amou! Assim devemos amar uns aos outros, assim como Ele nos amou. Ninguém jamais viu a Deus, mas pode ver em nós Seu amor, pois Ele habita em nós, e Ele habitando em nós o perfeito amor está em nós, através do Seu Espírito.

Ouvimos constantemente falar sobre o amor de Jesus, do quanto Ele nos ama, mas muitas vezes parece um amor utópico, inalcançável, distante. E ao nos deparamos com os dilemas, os questionamentos, as decepções e embates desta vida, nos sentimos sozinhos, desamparados, desanimados e exatamente nestes momentos que Cristo se manifesta através daqueles que O amam, pessoas que vêm ao nosso encontro, nos amando, nos acolhendo, nos edificando e fortalecendo.

Talvez você esteja questionando a Deus, mas pare por um instante, e veja, existe alguém que Ele fez questão de colocar ao seu lado.

Talvez exista alguém, pertinho de você, precisando de Jesus, vá até esse alguém, mas não leve apenas palavras, leve o amor, revelado em uma vida que se doa.

Não julgue a forma de reação e expressão do outro, mas busque um meio de identificação, pelo qual o vínculo da perfeição, o amor, possa trazer transformação.

Assim aquele que ama a Deus a quem não vê, pode de fato amar aquele que vê.



Incomodado Rodrigo,
aos que têm sido meu suporte e apoio 
nesta jornada.


quarta-feira, 17 de abril de 2013

ESCOLHAS DA VIDA!







Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas tem perdas.
Augusto Cury.



Ahh as escolhas!
A foto acima dá testemunho do grande dilema que trazemos conosco no decorrer da nossa vida: Qual escolha fazer, que decisão tomar.
O fotógrafo desavisado carrega um arsenal de possibilidades que poderiam permitir a ele a melhor foto, o melhor registro, e ainda assim, ele escolhe um telefone celular. E como se não bastasse, não consegue enxergar a belíssima paisagem que se coloca por detrás dele. Suas escolhas lhe privam do belo e do maravilhoso...

As escolhas permeiam por toda a nossa vida, desde a iminência de um mundo novo que se coloca à nossa frente no momento do nascer, na decisão de respirar e chorar; até o instante que decidimos dar nosso ultimo suspiro, ao invés de lutar por mais um minuto que seja...

Escolhas que fazemos na vida, escolhas que deixamos de fazer. Algumas somos nós que conduzimos, outras são elas que nos conduzem.
A vida é um resumo de escolhas. A todo o momento somos colocados diante delas, nem sempre temos certeza, nem sempre temos “escolhas”.
Às vezes as opções que temos são tantas que nos perdemos envoltos em oportunidades. Outras vezes são tão escassas que agarramos aquela que está mais próxima, mais clara, mais óbvia...
De certo na vida já fiz muitas escolhas. No entanto me orgulho de ter tomado, entre tantas outras, a decisão de seguir a Jesus.

Em Cristo esse verso se encerra, essa lógica termina e uma outra começa. Nele as escolhas se renovam, renovam em vida, em misericórdia, em justiça.
Nele o certo parece errado, o errado é certo. Nele a certeza se confunde, a segurança se extingue. Nele a porta é estreita, o galardão é grande. Nele se vence o mundo, se encontra o caminho. Nele enxerga-se a luz, tempera-se a vida e  encontra-se a cruz.

Escolhendo Jesus encontra-se a paz, encontrando-se a paz encerram-se as escolhas...


Por Cristo, Com Cristo e Em Cristo.
Idamar.